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O que é a dislexia

A origem etimológica da palavra “Dislexia” deriva do grego, “dys” que significa “dificuldade” e “lexis” que designa a “palavra escrita”. Desta forma, dislexia significa “dificuldade com a palavra escrita”.
Depois de ter passado por várias fases conceptuais, atualmente assume-se que a dislexia é uma incapacidade específica de aprendizagem ou uma perturbação específica na leitura e escrita, de origem neurobiológica, parcialmente herdada, com diversas manifestações, incluindo défices na leitura, no processamento fonológico, na memória de trabalho, na capacidade de nomeação rápida e na automatização da leitura e da escrita. A dislexia não apresenta limites claramente definidos, existindo diferentes graus de dificuldades leitoras.
Para a Associação Internacional de Dislexia a sua definição é a seguinte: “Dislexia é uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caracterizada por dificuldades na correção e/ou fluência na leitura de palavras e por baixa competência leitora e ortográfica.
Estas dificuldades resultam de um Défice Fonológico, inesperado, em relação às outras capacidades cognitivas e às condições educativas. Secundariamente podem surgir dificuldades de compreensão leitora e experiência de leitura reduzida que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais”.
Esta definição vem evidenciar que a principal característica da dislexia são as dificuldades a nível da leitura e da ortografia, sendo essas dificuldades originadas por um défice fonológico, podendo estar intatas todas as outras competências cognitivas.

Um aluno com diagnóstico de dislexia terá sempre:

  • Dificuldades com a linguagem e escrita;
  • Dificuldades em escrever;
  • Dificuldades com a ortografia;
  • Lentidão na aprendizagem da leitura.

Revelará muitas vezes:

  • Disgrafia (letra feia);
  • Discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
  • Dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização;
  • Dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar sequências de tarefas complexas;
  • Dificuldades para compreender textos escritos;
  • Dificuldades em aprender uma segunda língua.

Haverá às vezes:

  • Dificuldades com a linguagem falada;
  • Dificuldade com a perceção espacial;
  • Confusão entre direita e esquerda.

Estes alunos devem ser referenciados, nas escola, pelos pais ou professores ou técnicos de saúde, o mais precocemente possível, para que seja elaborado um relatório técnico-pedagógico a partir do qual poderão usufruir de algumas medidas educativas consagradas no Decreto-Lei 3/2008, nomeadamente: apoio personalizado (fundamental); adequações no processo de avaliação (não cotação dos erros tipo, por exemplo, a leitura dos enunciados, provas escritas mais curtas e frequentes...) e, dependendo caso a caso, as adequações curriculares. Estas medidas farão parte do programa educativo individual do aluno e protegê-lo-ão legalmente, incluindo nos exames nacionais.

Sites de interesse sobre este assunto:

APPDAE Clínica de Dislexia (Dra. Paula Teles) Dislex

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